quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Aprender nas miudezas




Aprender nas miudezas
Nas entrelinhas da vida
Saber ouvir o som da natureza
O que diz o coração
Olhar com respeito bichos e plantas

das coisas inúteis saber tirar proveito

Aprender com a experimentação
E viver a verdadeira poesia
Que flui no brincar
No sorriso
No amar árvores e passarinhos
E aprender pra vida toda
Ser feliz nas coisas simples
Nisso está o amor, a paz, o prazer!


Paula Belmino

Pé de poesia confeccionado na aula de leitura professora e bibliotecária maria de Lourdes

Do aprender a amar a natureza sentindo-a bem perto, aprendendo cheiros e cores, a observar flores e pássaros, a cantar poesia embaixo das árvores e delas tirar lições especiais de paz, de lar, de aninhado amor em forma de casa e alimento doado aos pássaros. O aprender a amar as espécies todas em sua totalidade, vendo no que nada é a multidão de vida e nos seres que parecem desimportantes a grande importância pra cadeia alimentar, para o ciclo da estação, da natureza, e manutenção da vida. Desde as abelhas, às pequenas formigas, os sapos e rãs que coaxam no rio, o guardar a vida na palma da mão, em respeito a sustentabilidade e equilíbrio ecológico.
 Foi assim que aulas foram planejadas e executadas com imenso prazer há semanas atrás no nosso projeto literário que teria a culminância a mostra cultural das atividades com as produções literárias e artísticas das crianças na escola aberta á comunidade e aos pais, cujo poeta Manoel de Barros seria homenageado pelo seu centenário. As leituras dos livros : Exercícios de ser criança e antologia Meu quintal é maior do que o mundo foram usado por toda escola, onde as turmas puderam ler, refletir, e produzir ações de cidadania e ecologia, como um cuidado com a água, um olhar mais atento aos seres vegetais e animais da escola, o alimentar um mascote gatinho que na escola veio morar, enfim, das muitas leituras o viver a poesia na sua totalidade, na sua essência, sem a didática apenas de tentar entender o que o poeta queria dizer com tal pensamento, mas sentir no íntimo o amor pela vida e deixar a poesia fluir em cada um.
A inclusão, o respeito ao diferente, as variadas formas de ver o mundo foram trabalhadas de maneira lúdica brincando, escrevendo e  lendo, aprendendo palavras novas e enriquecendo o vocabulário do leitor.
Aulas com música , a Alice sempre presente a tocar violão e  ler para as crianças e também aprendendo e brincando com elas




Foram aulas motivadoras com a participação de todos os professores, coordenadores e bibliotecária, onde a gente aprendeu a escrever de formas diferentes sem usar papel, tal como o menino que carregava água na peneira escrever em peneiras sentimentos e palavras que o o autor citara e as crianças foram apreendendo em seus dizeres. Eles leram, brincaram, usaram guache para pintar pedras, tal como o poeta brincava com as coisas miúdas do chão, e transformar o que nada era em algo que enfeitaria, segurava uma porta, um peso de papel, algo útil e que lhe arrancasse a ideia de que tudo tem serventia e a poesia vive ali. 





Outro livro chegou aqui , o Menino do mato com frases, pensamentos e trouxe ainda mais entrosamento das crianças com a obra do autor, as crianças puderam  recitar , memorizar, e com as frases e palavras escreveram em pedaços de retalho que transformamos numa colcha pra nossa Poesia em retalhos

Os alunos dramatizaram, encenaram, dançaram e  cantaram as poesias musicadas pelo grupo Crianceiras e ao resumo de todas as atividades foram expostas na escola e aberta ao público para que pudesse prestigiar o encantamento da obra de Manoel de Barros e também para os familiares verem uma parte das atividades realizadas durante o ano letivo.





 Alunos do 5º ano apresentando a biografia e a linha de tempo do autor Manoel de barros 
com a caricatura pelo artista da terra Eliabe Alves com a professora de matemática Elizandra

Atividades de artes professora Valderlena turma do 4º ano



               Alunas do 3º e 4º ano apresentação música e movimento pelo prof Odailtom em Ed Física

Todas as turmas da escola puderam aprender um pouco do grande legado que Manoel nos deixou e produzir arte e suas próprias interações, e os professores por área trabalharam assuntos científicos, artes, língua portuguesa e matemática, conteúdos como linha de tempo, números, reciclagem, releitura de obra, reescrita, mas sempre sem deixar que a beleza da poesia fosse sentida e introduzida no íntimo de cada criança.
De uma coisa estamos certos, algo por mais pequeno ficou no coração e na memória deles, e nessa miudeza sementes de esperança foram plantadas e darão frutos.

Alguns vídeos da nossa apresentação , assistam e se inscrevam em nosso canal no youtube







Dezembro





Já é final de ano
Quando as esperanças parecem perdidas
Os sonhos não realizados suspiram
Por aquilo que a alma ansiou e não viu acontecer.
Há ainda a gratidão
Que sorri pelo que se conquistou
Pelo sonho sonhado e realizado
Pelos desejos alcançados
Há a saúde e a respiração 
Que saúda ofertando vida
Um dia a mais para sonhar e agradecer
A fé não deixar desvanecer 
Mas crer até o fim.
Dezembro chegou
Já quase meia noite
Fim de um tempo 
De um ciclo,
Mais um ano se passou.
Ainda assim é mais um dia no ciclo da vida
Vivamos pois no amor como se não existisse amanhã
Sabendo ser do que os céus nos doou
Nem se compara ao que Deus tem preparado para os seus.
Dezembro é mais um favor
Mais um dia de esperança
Um tempo novo, 
Bondade, esperança
No amor e na paz façamos a oração que clama:
Vivamos gratos todos os dias
No que temos, no que somos, o espelho do criador,
E mais amor por favor!!!


Paula Belmino

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Vovó conta: Um dia, um Rio de Leo Cunha




Aos pés dos avós a gente aprende as coisas mais belas da vida
As lições do amor, o caminho para a paz
E entre leituras e conselhos a gente tece poesia
E abre o caminho da eternidade
A memória afetiva vai se enfeitando do belo
Daquilo que o dinheiro não paga, nem compra,
Do mágico sabor de sentar e conversar, olhar bem nos olhos e ver lá dentro a alma.
Ali uma leitura fiada num livro toma forma no nosso coração e vai sendo bordada nos sonhos, nas entrelinhas, nas inferências...
Aos pés de uma avó que conta história a gente apreende a vida, a ternura, o olhar altivo para tudo, e cativo para as coisas da natureza, para os menos desfavorecidos.
É por meio da leitura, numa afetuosa oportunidade de ouvir  a voz de um coração materno em transbordantes lágrimas que a literatura se torna verdade e viva e passa a morar dentro da gente, e com grandes significados faz seu lar no mais terno e profundo de nosso ser.
Aos pés dos avós a gente caminha e não se perde, a gente corre e nunca cai, a gente alcança os sonhos e entende os mistérios de Deus para nós.
No colo de uma avó um livro a ser lido e contado, entregue à gente por meio da linguagem maternal, na terna prática de sensibilizar ao afeto, ao lúdico, ao mágico que nunca se desfaz a gente aprende a viver com doses eternas de poesia e prosa, de contos que mudem nossa realidade, por mais absurda pareça ser. Na palma da mão estendida a nós, um coração de avó conta a vida, pinta a beleza do tempo e guarda na nossa memória afetiva o acalanto, a canção, a poesia e a aventura que se faz nos livros quando esses alcançam o nosso coração e nos muda para sempre.

Paula Belmino




Nosso momento: Vovó Conta desta semana foi feito de maneira muito sensível com a contação deste livro lindo de Leo Cunha e ilustração de André Neves pela Editora Pulo do Gato.
O livro conta a grande tragédia de mariana quando a barragem de Fundão desmorona e enche de lama o Rio Doce. História verdadeira e triste que até hoje não tem culpados punidos, a não ser a própria natureza que pede socorro. O livro é contado pelo próprio rio e traz à reflexão de que somos nós os responsáveis pela vida. Um lamento a ser ouvido!

Assistam e aproveitem para se inscreverem em nosso canal no youtube





Para adquirir o livro:   http://editorapulodogato.lojaintegrada.com.br/um-dia-um-rio

Mais sobre o livro?




Um dia, um rio é um lamento, um grito de socorro tardio de um rio indefeso que não tem como reagir ao ser invadido pela lama da mineração que destrói suas águas e as vidas que abriga.
O livro traz a fala doce e amargurada de um rio que perdeu sua vocação e sua voz e por isso lamenta sua sina como se cantasse uma triste modinha de viola, recordando o tempo em que alimentava de vida seu leito, suas margens e as regiões por onde passava.
Com lirismo e contundência, dialoga sobre o desastre ambiental que abalou a Bacia do Rio Doce, em 2015. O mesmo trágico destino que segue destruindo a vida de muitos rios brasileiros.
O Pulo do Gato: A poesia do texto se encontra com a força das ilustrações como dois rios afluentes que deságuam nesta comovente obra. Um dia, um rio não se esgota em apenas uma leitura, tampouco refere-se a somente um fato. É polissêmico. Texto e imagens falam por um rio, mas dão voz a outras vozes silenciadas em que o meio ambiente foi vítima da ausência efetiva de políticas ambientais.
Do que trata o livro: infância, preservação do meio ambiente, desastre ambiental, natureza e cultura, responsabilidade social.
Gênero: poesia ilustrada

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Flor tropical



As flores que vestem a beleza eterna
Cantam amor onde se abrem
E encantam com mistério de vida
Cores tropicais
Ao canto da natureza logo exalam
Nas manhãs silenciosas
O cheiro da vida
Da luz.
Ali onde apenas passarinhos e borboletas
Roubam o silêncio acordando a todos
Flores de rara beleza
Em cores diversas
Amor tropical se faz
Enfeitando a praça e o jardim
Um lugar de paz.
Sob a tênue prece do céu
Haja vida!
Haja luz e cor!
As flores entreabertas convidam pequenos insetos
A proliferar aos quatro cantos a vida
E assim se faz o amor
Em flores tropicais a pincelar o quadro da natureza.

Paula Belmino

Esta poesia é mais uma inspiração para mostrar um pouquinho da coleção Resort da Look Jeans que traz peças clássicas como o jeans, e peças coloridas e estampadas de muitas flores e cor para que as meninas possam sair por ai perfumando os momentos, e os meninos sempre antenados com a moda, sem deixar de ser criança e a preocupação com a natureza que pede socorro








quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Vestido Bordado




Foi no tempo que as meninas rodopiavam seus belos vestidos de fazenda escolhida a dedo com bordados à mão, ponto por ponto, no bastidor a linha a dançar nas mãos delicadas das avós a fiar histórias, a bordar poesia, a tecer imagináveis desenhos que nascera os vestidos de real significados.
 Foi ali num tempo distante que as  fadas brincavam sob á luz da lamparina enfeitando flores, metamorfoseando borboletas, girando o carrossel com linhas coloridas nas mãos enrugadas das avós que batizavam o vestido em mil fitas para as meninas.
Foi ali um tempo de paz que pequenos seres tomaram forma, á cantarolar com a brisa das tardes mornas, a sorver sorrisos e gargalhadas das crianças a correr em volta onde as cadeiras de balanço a entoar um eco, o da paz. Ali meninas pulavam e colhiam pedrinhas, brincavam de amarelinha e como mágica tudo ia pro bordado em trabalho, eram as fadas que tingiam o tecido envoltas aos dedos ágeis das avós a recitar parlenda, a assoviar com os passarinhos, e tudo ali se fazia bordado, flor, encanto, pureza e magia.
E assim os vestidos se criavam, histórias se contavam e a infância era eternizada desde as frescas manhãs, até à modorra da tarde, onde os sonhos eram sonhados em nuvens, no cirandar de rodas, as meninas às voltas com seus castelos imagináveis e as fadas a viver leves e primorosas na linha brincante do bastidor das avós, todas ali, em filas a serem as primeiros a rir mais alto, as mais ternas a recitar poemas, todas a cantar a melodia da vida.
 Foi ali que se fiaram os vestidos das meninas e ainda hoje assim, fiam as fadas, ainda que ninguém mais acredite, que bordam flores vivas, amores-perfeitos, girassóis e turmalinas, as fadas fiam sim, nas tardes quentes os picolés de fruta,de sabor doce de criança, de gosto suave de infância, a saudade de um tempo bom, nos vestidos estampados e coloridos que as meninas de hoje vestem sem se dar por si.


Paula Belmino


Esse texto foi inspirado nos vestidos da Bugbee que sempre produz em suas coleções vestidos que estampam flores, brinquedos, sonhos encantados.
Hoje destaco os vestidos , pois sou apaixonadas por eles e volto ao tempo onde minha mãe e avó preparava os vestidos de fazenda cara, ou as rendas perfiladas, os bordados de bastidos, com ponto cruz, com sianinhas e rendas, detalhes lúdicos que só as avós sabiam fazer.
A Bugbee em sua coleção de verão 2016/2017 traz leveza, estampas lúdicas, brinquedos pintados, crianças felizes em seus vestidos com muita cor e conforto.
Confiram só:

















 

Para conhecer toda coleção Bugbee

 http://bugbee.com.br/

*Alice usa Bugbee

Um canto pela natureza










E mais uma oportunidade de levar livros às crianças
ler e brincar
Incentivar o gosto pela leitura
Viver a poesia plena
Em rodas de poesia e conselhos sãos
Sobre as cordas do coração
Doces acordes 
A falar de amor
De cuidados com a natureza
De ter o prazer de observar as árvores 
e retirar delas apenas o necessário para a sobrevivência
Sem queimar, sem sujar as ruas
Sem poluir rios e lagoas
Guardar a vida, o verde
Plantar esperança nos mananciais.
Um momento apenas
Que tem o maior encanto
Feito música guardado para sempre
Na memória afetiva das crianças
E feito chama tocar a outros tantos
Como o rio que passa e leva embora lembranças
Fazendo vivo o prazer do gosto de ler e servir
De banhar de alegria outros mil
De ser pleno e amigo dos animais
Da leitura em todo dia tirar lições de paz.

Paula Belmino


Dessa vez fomos à escola estadual Manoel Luis de Maria a falar um pouco de nosso trabalho com a leitura, ler um de nossos poemas, recitar poesia, cantar e viajar na imaginação.
Pudemos falar sobre como a poesia se fia no dia a dia, no imaginar, no criar, no ver as coisas ao nosso redor com olhar atento e da natureza extrais versos e enfeites á alma, sim só enfeites á alma uma vez que não se deve destruir a natureza. Com ênfase no cuidado ao meio ambiente e com os recursos hídricos sempre tivemos a oportunidade ainda na roda de conversa com as crianças mostrar o livro Um dia, um rio de Leo Cunha com ilustração de André Neves pela Editora Pulo do Gato.



 O Livro Um dia , um rio narra a grande tragédia de Mariana, quando a barragem de Fundão se rompeu e deixou toda cidade em mar de lama e o Rio doce agonizando. Hoje um ano depois ainda a natureza é quem paga pelo crime ambiental causado pelo ser humano sem que ninguém responda pelas suas ações.


O livro é narrado pelo próprio rio em versos que emocionam e com ilustrações que falam ao mais fundo da alma. As crianças interagiram, refletiram e com certeza uma semente foi depositada, pois também do lado da escola onde também estudei temos a lagoa que deu origem á nossa cidade quase morta, sem que ninguém se preocupe em fazer nada por ela.
Um pouco de leitura e poesia, uma reflexão, uma conversa aberta e o desejo de que as crianças possam se sentirem coparticipantes na luta pela vida e pelo verde.
Depois a Alice recitou poesias e tocou violão
Um dia muito especial dos muitos que ainda vão ser desfiados por aqui com este livro que prega a verdade e um pedido de socorro de tantos rios e mananciais.

Assistam:



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A chuva e seu Guardião





A chuva vem
No tempo certo
Quando a fé brotar na alma
A semente nova de esperança
Dos céus debulhada
Alcançar o coração de todos que esperam
E numa nuvem de água doce
A molhar e se misturar ao pranto
Do salgado e  amargo tempo de espera
Seja renovo
Vida em broto
Que se abre a se molhar
Na chuva do céu de um tempo novo
A cobrir a terra
A banhar os rios
E macia nos tocar.

Paula Belmino

Fui ontem contar a história do Guardião da Chuva de Dailza Ribeiro  pela Editora Bambolê, na escola duas turmas de 1 º ano esperavam ansiosas, e  se emocionaram, colocaram suas ideias, fizeram antecipações na história que conta a história de Miguel, um menino diferente dos outros, que com fé recebeu a visão de Deus de que a chuva viria a molhar a terra há anos ressequida. Miguel de guarda-chuva na mão, galochas e casaco  foi o alvo dos comentários e dos olhares do povo da região. Ontem me fiz Miguel e com caras e bocas encenando a história, as crianças ora diziam isso é uma lenda tia, ora pensavam pode acontecer se nós também tivermos fé, e assim a história foi sendo tecida no coração de cada um que assim como o Miguel vivem a dura realidade da seca, já que passamos meses de estiagem e a barragem que abastece nossas casas está secando, e só temos água para um mês.
O intuito de falar sobre temas difíceis e reais através da literatura é que de maneira lúdica as crianças compreendem a realidade que os cercam, se colocando no lugar dos personagens e podendo construir e mudar suas próprias histórias através da imaginação e a criatividade que a leitura nos traz.
A água é um recurso esgotável, limitado e de total importância nessa história os " Miguéis" daqui também se conscientizam da importância de economizar, cuidar do lixo para que não cheguem aos rios, açudes, mananciais, além de tratar todo o ambiente em que vivemos com muito amor e cuidado.

Obrigada as professoras Patricia Guilherme e Claudia Guimarães pelo convite
Assistam um pouquinho desse momento e aproveitem para se inscrever no nosso canal no Youtube:




Para adquirir o livro:

http://www.editorabambole.com.br/livro-o-guardiao-da-chuva