segunda-feira, 21 de maio de 2018

Estrela Azul


No demasiado azul
se comovia,
E se achava em infinita graça
A estrela alva.
Era de auroras e amanheceres
E prateava o espaço
Dias e noites, azulada.
À noite, no entanto se entristecia.
Era luz e piscava,
Mas sentia falta do azul.
Seu sonho era mesmo
viver para sempre
um cerúleo infinito.
E num desses desejos,
sonhando acordada
enquanto a noite salpicava
estrelas diversas,
Deu voltas na Via Láctea
E cismou de nunca mais ver o céu escuro.
Precipitou-se além-céu
E caiu no oceano,
Contínuo, sereno, azul,
E virou estrela das águas.
E seu sonho se realizou:
Sempre azular,
Estrela alva do mar.


Paula Belmino

Ilustração de Danda Trajano

sábado, 19 de maio de 2018

Um marido para Dona Baratinha. Dircéa Damasceno.




E ainda com incentivo para ler e escrever brincamos com essa fábula que ganha lindas ilustrações e versos de Dircéa Damasceno para contar a história da baratinha que ganhou o coração das crianças.
Em casa foi uma festa, pois incentivo o ler para a Alice com brincadeira, com vivência, e junto com a amiga Bia, um laço de baratinha para ler e fantasiar dá mais gosto para ler.
Leitura em casa e  sempre levando também para a escola a beleza poética e literária como estímulo para mudar a realidade das crianças e torná-las protagonistas de sua própria história.





As crianças leram, brincaram, e ouviram de minha parte a leitura compartilhada, brincando com a entonação da voz, brincamos com as onomatopeias, e é claro amaram as ilustrações.
Depois de toda leitura fiz um ditado com as palavras do texto, e depois de corrigir coletivamente os erros ortográficos dei para cada crianças duas palavras para que elas criassem uma quadrinha para contar a história. Foi muito criativo e precisei apenas fazer ajustes, e um ajudava o outro com palavras que rimavam.
Depois ilustraram sua quadrinha numa folha de papel e fomos apresentar o texto no jardim para a turma toda ver o trabalho de cada criança.



Deixo um poema meu para o caso de  não se achar um marido para Dona Baratinha não arrumar marido (risos)


A cantiga de Dona Baratinha


Dona baratinha
vive na janela a sonhar.
Faz tempo espera um marido
e o dinheiro em sua caixinha
já perdeu o valor.
Vive a lamentar, a baratinha,
pois nenhum bichinho ainda
encontrou pra casar.
Depois de passar por ela:
gato, bode, cão e castor
uma infinidade de bichos,
um ratinho delicado
por ela se apaixonou,
mas era guloso e
no dia do casório
caiu na panela da feijoada
morreu afogado,
deixando Dona baratinha só.
Agora ela vive a sofrer de solidão
e na sua janela
pensa sem solução:
O que fazer com o dinheirinho?
O senhor grilo, um amigo de verdade
lhe mostra uma sugestão:
_Compra uma fita de cabelo e se enfeita
Vai com os amigos passear
Desfila entre borboletas, joaninhas,
 abelhinhas a zunir.
Põe uma fita amarela no cabelo, sai por ai.
Com amizade e canção
se cura toda dor.
Enfeita a cabeça  
e na boca, põe um colorido batom.
Não há mal que não se cure
Com um sorriso cheio de cor.
Depois desse conselho,
Quem passa na casa da Dona Baratinha,
Sempre a ouve cantar assim:
“Quem quer ser amiga da Dona Baratinha
Que tem fita no cabelo
E usa rosa batom?”
A amizade é sinônimo do amor
E é remédio para toda a dor.


Paula Belmino


Para saber mais do livro:



Autor: Dircéa Damasceno
Ilustrações: Dircéa Damasceno
Páginas: 32
Formato: 20 x 20 cm
Editora: Bambolê

ISBN: 978-85-69470-24-3

http://www.livrariabambole.com.br/pd-49aab9-um-marido-para-dona-baratinha.html

Acima das Estrelas


À noite, insônia.
O peito chora a dor 
de um amor passado.
Paixão sorrateira
como torrentes de água ou tufão,
tempestade de verão.
A alma busca nas lembranças 
 o beijo doce e ardente,
as estrelas do céu da tua boca
constelação de um puro amor,
que virou pó,  remanescência.
A luz refulge, longe, toda a noite
quando em penumbra te busco,
à janela,
a olhar as luzes da cidade.
Luzes  essas, nunca podem iluminar 
minha alma nebulosa
de saudade tua, 
 de dor.
E é apenas lágrima
cada ponto dessa luz, outrora fúlgida,
agora poeira,
lembrança,
estrela decadente desse teu amor
a chorar na janela 
da minha memória.

Paula Belmino


Essa é minha participação no Poetizando e Filosofando do blog da Lourdes
que nada mais é uma brincadeira criativa de nos ajudar a expressar sentimentos, ou brincar com as palavras e traz muita alegria e inspiração a cada semana.


Um momento  das crianças com o grupo de flauta na escola tocando Imagine Jonh Lennon, eu tenho muito orgulho de ver minha filha Alice se dedicando á música , ela é a primeira à esquerda do vídeo, e o professor Francisco Aprígio sempre esforçado, quase sem apoio faz esse trabalho de amor.
Por mais estrelas que pisquem e acendam a paz!



Participe você também!






sexta-feira, 18 de maio de 2018

Poesia e Ciências





Nosso momento poético de hoje foi com o poema Joaninhas e linhas de Roseana Murray do livro Caixinha de Música pela Editora Manati
Na escola estamos trabalhando os seres vivos, meio ambiente,ecossistemas e nessa importância de preservação da vida, entram os insetos polinizadores para o equilíbrio ecológico, entram borboletas, joaninhas, abelhas etc... 
E assim além de conceitos científicos colocamos a poesia em evidência para as crianças viver o belo, o poético, viver em natureza e aprender a respeitá-la, compreendendo assim a vida dos insetos vetores de doenças e aqueles que ajudam a preservar o ecossistema, entrando em assuntos como uso de agrotóxicos, que além de matar esses insetos prejudicam nossa saúde etc... 
A poesia vem em tudo,é tudo, é ferramenta viva para vivenciar, trabalhar a sensibilidade e o humanismo, é como respirarmos,e vivermos. Saímos da sala de aula e lemos, recitamos, brincamos com o poema de Roseana Murray para além de usar ciências também ver a matemática, na hora, no relógio,no movimento do círculo hora relógio e assim compreenderem sentidos e significados ou o contrário dela.
Em círculo, as crianças se expressando , movimentando o corpo, fazendo as linhas curvas, diferentes das retas da geometria e que na palma da mão se apresentam linhas, as chamadas da vida, que alguns tem "letras"
Hoje a menininha Luiza veio de vestido de bolinha e colocamos a sombrinha para ela ao centro simbolizar a joaninha, no entanto todos os meninos e meninas quiseram ser joaninhas, afinal na reprodução é preciso macho e fêmea e sim não é a quantidade de pintinhas que diferenciam, machos e fêmeas podem ter o mesmo número de bolinhas o que diferencia e tamanho e padrão. Em cada ciclo reprodutivo, a fêmea pode colocar de 10 a mais de 1.000 ovos. Antes da postura, a joaninha procura um local adequado para a eclosão dos ovos, geralmente depositando-os de forma agrupada, sobre folhas ou caules de plantas, e próximos a fontes de alimento. Da sua eclosão até atingir a forma adulta, as joaninhas sofrem a chamada metamorfose completa, ou seja, passam pelos estágios de larva e pupa.
As crianças aprendem além do ler e escrever, observar, respeitar, e no jardim buscam borboletas, joaninhas, soldadinhos e besouros, estão atentas à natureza e sua diversidade e só assim aprendem a cuidar dela, e se abrem de corpo e alma para aprender a ler e em todas as disciplinas matemática, geografia e ciências, arte e Língua portuguesa serem desafiados a pensar, transformar a si mesmo e preservar o meio ambiente, fazendo cálculos e aprendendo conceitos matemáticos e científicos.
Chego na escola e a pergunta do dia é: Que livro vou ler?
E eu quero mais dias e tempo para ler para as crianças e levá-las pela linha do amor e da poesia sempre!

Vejam um pouco:


E ainda para ler em casa foi um poema de minha autoria que já mostrei aqui um Encontro entre uma joaninha exigente que procurava um bichinho para ser seu par, um texto sobre diversidade e amizade, sobre respeito ás diferenças que as crianças leram, e pintaram a ilustração de Danda Trajano e em casa com os pais vão elaborar perguntas sobre o texto.
Uma forma de aproximar família da escola, pois também  os vídeos são colocados aqui e no canal e repassados via Whats Zap para a família acompanhar , ler com as crianças estudar sobre os assuntos, opinar e assim elogiarem o seu filho sempre melhorando a cada aula.
vejam os desenhos da arte de Danda com meu poema Encontro:








Depois usamos o livro didático, fazemos pesquisas de ciências, resolvemos situações problemas envolvendo adição e subtração com reserva etc..

E para quem acha que eu leio muito, eu leio pouco demais , para tanta beleza que existe na literatura poder levar ás crianças.

Dá-me Senhor dias aumentados, e muita inspiração e  vontade para eu levar poesia e vida à infância!


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Cantiga de Sapo




Quando é inverno no sertão
os sapos fazem reunião,
tocam tambores,
cantam e celebram a chuva
e com suas cantigas antigas,
trazem alegria e vida.
É quase uma canção de ninar,
ouvir sapo cantar
quando a chuva chega ao sertão
para a esperança plantar.
As sementes adormecidas
na terra  ressequida
logo, como sapos serão:
a saltitar pela terra
esverdeando o sertão

Paula Belmino

Eu jamais faria um poema sobre sapos, pois minha fobia é imensa, mas a poesia tem esse dom de libertar, de fazer a gente aprender a amar e se sentir bem entre a natureza.
Aprendi com Manoel de Barros a ver os sapos e bichinhos do chão como seres de paz, que trazem vida e afeição e a poesia alada para a alma.
Alice está se dedicando a desenhar e fez este sapo para mim, pois sabe de meu medo, e para não desprezar a arte e incentivá-la criei o poema acima, e não é que trouxe chuva para o dia de hoje aqui no sertão? Ela anda a buscar inspiração nos livros , fazendo suas releituras e eu amei este desenho coloridíssimo com as cores vibrantes das canetinhas e lápis de cor da CiS

Deixo uma canção de Manoel  de Barros cantada e tocada por Alice, onde rãs benzem, e enchem o menino de luz, de chuva, de natureza e poesia




Para conhecer material da CiS

http://cis.sertic.com.br/

terça-feira, 15 de maio de 2018

Zeca não tem medo de prova (Dica de Livro)







E quem não sente medo de errar?
De na escola sofrer alguma dificuldade

Medo de matemática, o bicho papão

De escrever e ler?
Falar errado e ser zombado?
Que criança não sente medo da professora ser brava
De deixar os pais e crescer
Ser autônomo independente para 
na escola as atividades fazer?
Quem não sente, ou já sentiu medo de prova?
Afinal é competição?
Quem é o melhor da turma tudo acerta
Quem na prova tem medo não se dá bem não.
E o que fazer pra se sentir confiante
Na prova tirar dez?
Vencer o medo e saber que aprender é fácil 
Para todo aquele que estuda
tem confiança em si mesmo
e sabe que o estudo é pra valer.



Paula Belmino 


Recebemos da Editora Inverso o Livro: Zeca não tem medo de prova da escritora Vanessa Tavares com ilustrações de Lulo Fernandes, uma boa maneira de introduzir a roda de conversa sobre os medos que as crianças sentem, pois algumas tem medo de não conseguir, de errar, de matemática, de não acertar as continhas, de não saber ler etc... 

Foram medos que foram falando e há ainda os que ficam na mente delas impedindo de avançar, uma vez que o medo paralisa.


 Vejam alguns escritos das crianças sobre seus medos:






Além de nosso diálogo sobre os medos de prova e de outras coisas referentes à Escola, as crianças leram a história, recontaram, desenharam e fizemos uma dinâmica onde cada uma delas escreveram num pedaço de papel seu maior medo e foram estimuladas a pensar no medo e descrever, e em seguida rasgar o papel e jogar fora, como num passe de mágica não o sentiriam mais.

Esse medo da Ester me encheu de emoção:


No Livro Zeca é um menino que ama a escola, mas morre de medo de prova e neste dia não consegue lembrar nada, treme, mal pega no lápis e a maneira como a professora conduz a situação o deixa ainda mais perdido.




Certo dia uma nova professora chega à escola e o ensina que prova é mais que dar nota, ou servir para reprovar  o aluno, mas é avaliar o que ele aprendeu, e como esse conteúdo está sendo construído.





A vida escolar de Zeca muda para  melhor, e ele consegue se sair melhor nas provas.


É evidente que é necessário confiança, empatia por parte do professor, ajuda da família e dos amigos e muita motivação, estímulo e muita conversa, sempre numa forma de ajudar as crianças a superar suas dificuldades de aprendizagem seja com atendimento individual, atividades em grupos produtivos, com material concreto, brincadeiras e jogos para assim eles aprenderem regras, desenvolver o raciocínio lógico, muita aula de artes manuais para desenvolver a motricidade, e o desenho que incentiva a criatividade, música, dança para expressar-se e muita, mas muita leitura para uma infinidade de benefícios, para construírem assim confiança para aprender e compreender que o erro nada mais é que uma forma de observar onde, porque e como errou e reiniciar a atividade, o caminho a percorrer para acertar e melhorar cada vez mais.


Fiquei muito feliz ao perceber que as crianças já citam a leitura e a poesia como grandes e muito importantes ferramentas para a aprendizagem, pois em todo conteúdo e disciplina é necessário saber ler, interpretar, e escrever dando opinião etc..
e assim vamos motivando e estimulando as crianças a resolverem conflitos internos e com as pessoas ao redor e compreender que o erro nada mais é que o ponto de partida para o acerto.

As crianças se saíram muito bem hoje e aproveitei essa terapia narrativa para falar sobre suas emoções, quando choram por medo e ansiedade de não saber, que a escola está ali para ensinar, que a professora vai ensinar sempre que perguntarem etc... Depois de tudo ainda ganharam da escritora marcadores especiais com o tema do livro, que ela nos enviou pessoalmente pelos correios e agora todos marcarão seus textos preferidos e as páginas dos livros para pesquisa e estudo. Que belo incentivo! Obrigada Vanessa Tavares

Vejam a alegria das crianças!


Quando os livros chegaram aqui pela Editora InVerso a Alice ficou logo encantada com Zeca, é que ela passou e ainda passa por esse medo de prova, chegou muitas vezes a ter insônia, e isso não é um problema isolado, acontece e muito em muitas escolas

Vejam a opinião dela:



Para comprar este e outros livros da Editora Inverso

https://editorainverso.com.br/

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Do ser mãe




Mãe todo dia,
365 dias, a vida toda,
sem tempo, sem férias
sem descanso.
O peito cheio
de sentimentos diversos
entre a culpa e
o afeto demasiado
amor incondicional.
Mãe em todo tempo,
sem medidas,
sem limites,
noites em claro
dias de amor desenfreado
que conduz ao zelo
ao cuidado
ao caminho da eterna aprendizagem.
Mãe sempre,
mãe por toda vida,
daqui até a eternidade.

Paula Belmino


E o nosso dia das mães foi assim:

Café da manhã preparado com carinho e livro:




Presente escolhido por ela


e à noite apresentação de jogral e canções na igreja







Vejam:



Uma canção de amor para todas as mães, todos os dias: