segunda-feira, 23 de abril de 2018

Grande árvore





Ela era um ramo,
a muda de uma pequena árvore.
Miúda, leve, de ramos frágeis.
Quase indefesa
Cresceu na sequidão,
Passou dificuldades.
Mas suas raízes profundas
lhe mantiveram firme
E cresceu cercada de amor,
E de bondade.
A pequena árvore.
Ganhou na sua infância
a liberdade
Nos livros e nas histórias de seu pai,
O sonho, a vontade.
Aprendeu a ler e sonhar,
E nas amizades de sua vida
Ganhou a força necessária para voar
E floresceu!
Plantada em terra seca
A água da fé e da esperança
Lhe seu motivos pra subir aos céus
Na sua família o amor é a força
Nos livros lidos, o sonho, a sabedoria.
Nos abraços verdadeiros,
Brota dia e noite felicidade
É plena primavera.
Virou uma árvore frondosa
Onde os passarinhos gostam de se abrigar
É ninho, é casa, é pouso e alimento.
Ar puro a nos envolver.
É frondosa e de raízes fortes
É árvore...
A grande árvore de nosso amanhecer.


Paula Belmino


Meus irmãos Andreia, Cicero e mãe

E e minha mãe com minha boneca Luzia

Aniversário da Alice 7 anos quando nos mudamos para o RN para estar perto de nossa mãe

Um pouco do trabalho de mãe com as crianças no RN, que já mostrei aqui 






Parabéns mãe Cicera Simoes

domingo, 22 de abril de 2018

Asa de Borboleta





Voo nas asas do sonho
a buscar  o contentamento,
a presença amada,
o desejo guardado.
Onde está?
Em casulo dorme?
ou feito borboleta pousa na flor?

Voo com asas de sonho
e busco entre as estrelas
o ser amado,
meu anjo alado
 a dormitar por ai,
de jardim em jardim.

Mas espera,
o sonho me fez acordar,
a borboleta desse amor 
metamorfoseou!

E e certo:
voa e se encanta,
mas sempre retorna
e na minha alma descansa
a doce e real presença:
do amor!


Essa é minha participação para o Filosofando e Poetizando do blog da Lourdes


Essa semana escolhi essa imagem de uma moça a buscar as borboletas num panapaná de dulçor, como quem voa com elas e sonha transforma-se, 


E assim escrevi o poema acima e deixo um outro poema de borboleta também musicado pelo Artista José Garcia aqui de nossa cidade. O poema Asa de Borboleta foi usado com as crianças nas escolas de nossa cidade e muito bem expressado pelas crianças com fantasia, recital, dança, encenação e  muito encanto


Asa de borboleta

Na asa da borboleta
voa a primavera
um elo entre rosa e amarelo
recortes geométricos
liberdade celestial
Na asa de leve bordado
flores ancestrais
um tempo eterno
de segredos e impressões
Na asa da liberdade
uma borboleta vai ao encontro
de sonhos do amor
Voa em busca da paz!

Paula Belmino


Aqui a borboleta pura poesia encenada pelas crianças na escola do Centro Rural Nazaré Xavier  que já mostrei aqui e mais uma vez convido a  quem não viu este belo trabalho com a poesia a conhecer e apreciar.





Ouçam aqui o grande artista José Garcia que compôs essa canção para meu poema:




E aqui:




Por fim deixo um Haicai publicado no Recanto das Letras

As borboletas
Metamorfoseiam
a minha alma.

Paula Belmino


Em plena escuridão
a borboleta ruiva
floresce luz na alma.

Paula Belmino

Para participar da Blogagem Coletiva com a Lourdes basta se inscrever no blog, pegar o selo, fazer uma postagem usando a criatividade com a imagem sugerida, e comentar os dos amigos, num objetivo de aproxima,r compartilhar, brincar e expressar poesia, reflexão, e muita inspiração





**Fotografias da Alice por Flávia Alves
Alice usa Pijamas Dedeka


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sertão (Dica de Livro)




O sertão recebeu a graça

A chuva nas asas de um pássaro
Um pássaro de alegria e prosperidade
Trazendo esperança em seu voejar
O sertão virou mar de contentamento
E chama passarinhos e borboletas
O sertão em tempo de chuva virou primavera
E agora enverdejando nosso olhar
E enche de fé e vida a nossa alma.


Paula Belmino

Por aqui os livros vão chegando e invadindo as almas das famílias, suas crianças, pais, avós, amigos da escola, e com eles trazem uma chuva de afeto, emoção e muita riqueza.
Quando um livro chega aqui é lido, relido, passa por várias mãos, e cumpre sua papel de encantar e fazer os leitores se apaixonarem cada vez mais pela leitura.
Não foi diferente com o livro: Sertão de Fábio Monteiro com ilustrações de Maurício Negro que chegou aqui pela nossa parceria com a  Paulinas Editora, foi abrir suas páginas e flogo transbordando em nosso olhar a ternura e como quem aspirava o sonho da chuva fez-se real a fantasia, e como saída do livro e das belas ilustrações a chuva que está enchendo nossos açudes, foi ler e o nosso pequeno mundo no sertão ganhou verde  esperança.



O livro Sertão conta a história de Tonho, um menino que vive no sertão e que durante quase toda sua infância não viu a chuva e sonha ver um lugar onde exista muita água para o gado, para soltar barquinhos de papel, para nadar.




Tonho passa seus dias a cuidar do pouco que resta de plantação quase sem vida e de duas vaquinhas magras e a esperança de seu olhar  está num pássaro que tem cor de céu e vem todas as manhãs de um lugar inimaginável. Para Tonho o pássaro traz no olhar os rios, as grandes árvores cheias de frutas, que no seu lugar as árvores sem folhas definham e só servem para balançar.
Uma história de luta e esperança, de empatia e saber olhar a vida, de grande ternura e amizade.
O livro nos arrebatou a alma  primeiro nas mãos das meninas Alice e Tereza que acabavam de tomar banho de chuva e assim como o personagem principal Tonho, desejavam ardentemente pelo derramar das águas celestes, e foram inundadas de chuva e de poesia da boa esperança.



Minha mãe que é uma ótima leitora e nasceu no sertão ao ler o livro se emocionou pois achou nele a sua infância, a sua vida em meio às dificuldades , mas a beleza do puro e dos dias permeados pela fé em dias melhores

Diante de tanta beleza planejamos logo a ida do livro para a escola e coincidentemente estamos trabalhando sobre água e o uso consciente assim como sua forma, como se deu o nascimento das cidades á beira dos grandes rios, a preocupação com as doenças por causa da água poluída ou no caso de água parada como a dengue. Além de conteúdos, trabalhamos a realidade vivida pelas crianças em meio á falta das chuvas e como um presente esses dias chegou por semana inteira chovendo como se o livro desembocasse uma grande torneira dentro de nós e molhasse a terra.

E assim surgiu nossa sequencia didática:
As crianças ouviram a história do livor por mim, fizemos roda de conversa sobre a importância da água e sobre como o autor e o ilustrador retrata a realidade do sertão em prosa poética, num conto mágico e real
Depois em grupo, leram apoiando os amigos que ainda não leem fluentemente





 Fiz um ditado com algumas palavras do texto e a partir dele as crianças escreveram e desenharam a história como a compreenderam e fizeram dobraduras do pássaro amigo de Tonho













O livro foi lido, vivenciado, expresso em muitos sentimentos que além da escola foi lido no sertão e vivenciado em sua essência por amigos, e seus filhos e amigos,numa forma grata de ver a chuva chegar e mudar o cenário seco e ardente pela chuva que chega nesses dias.
Estamos encantados com o livor Sertão,  assim como o outro livro recebido da editora paulinas do mesmo autor Fábio Monteiro: A menina que contava, e que logo mais trago aqui a resenha e interações e com certeza será lido ainda por muitas crianças aqui na nossa cidade e região, pois assim como a chuva enche a terra, meu sonho é que a leitura banhe todas as almas ao meu redor e no mundo!



Para conhecer mais e adquirir o livro clica na imagem






quarta-feira, 18 de abril de 2018

Benditos Livros


Oh! Livros que nos salvam
arrancam a opressão e 
tiram o ócio da alma
para nunca virar rotina 
um momento de leitura.


Oh! Benditos livros
que nos elevam ao nobre sentimento
dançando com o vento
o pensamento ao mais alto céu.


     Ah! Livros amigos
que  guardam o peito da dor
e alentam com paz os nossos dias.
É paz e calma,
é refrigério na minha alma.
Livros à mão cheia!



Ah! Livros fortunos e de pura sorte
Livros sementes na terra fértil
e água cristalina na terra seca 
a fecundar esperança.



Oh! Livros, frutos doces
para os dias amargos
alimento e proteção para quem tem fome e 
se acha em prisão
Livros liberdade!
Livros benditos
pra gente contar os sonhos e multiplicar 
a multidão de sentimentos bons.



Oh! Livros sonhos
que nos dão asas ao fantasiar
e sonham conosco por lugares inimagináveis


 Oh!Benditos livros,
amigos alados,
sonhos florescidos.
Sementes plantadas na alma
e na palma de nossas mãos,
guardando em prosa e poema
a palavra que arde e germina 
o dom da sabedoria e da felicidade.



Paula Belmino

Nossa homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil com livros.
Essas são amigas de Alice de escola e da vida e nos reunimos neste domingo para ler, conversar e brincar!

Livros lidos:

Mariana Ana Rapha Gomes Editora Inverso

Jardins Roseana Murray Global Editora

Pomar de Brinquedos Eloí Bocheco

A menina que contava Fábio Monteiro e Maurício negro Editora Paulinas

A viagem de Alice ao país dos seus sonhos Neide Graça, editora Muiraquitã

Obrigada pela parceria e apoio ao meu blog em mais um ano!